sábado, 21 de junho de 2014

Acessando www.clubedeautores.com.br, você poderá conhecer e adquirir as cinco obras abaixo, inclusive lendo as primeiras páginas de cada uma delas. Basta digitar o nome do Autor: José Luiz Teixeira do Amaral. Tenho total convicção que estou levando para os leitores, não só uma viagem de lazer pela leitura, assim como uma imensa oportunidade para abrir todas as portas que conduzem à riqueza, à saúde, à felicidade, à harmonia e à tão almejada paz. São as seguintes obras: ENCONTRANDO A PALAVRA PERDIDA; OS FILHOS DA VIÚVA SEGUNDO A ORDEM DE MELQUISEDEQUE; VIAJANDO PELA CASA DOS SONHOS; AUTOBIOGRAFIA SURREALISTA DO OUTRO e o tão badalado livro O POETA E O MISTÉRIO DA SALAMANDRA - ENTRE OS LIVROS MAIS VENDIDOS

Acessando www.clubedeautores.com.br, você poderá conhecer e adquirir as cinco obras abaixo, inclusive lendo as primeiras páginas de cada uma delas. Basta digitar o nome do Autor: José Luiz Teixeira do Amaral. Tenho total convicção que estou levando para os leitores, não só uma viagem de lazer pela leitura, assim como uma imensa oportunidade para abrir todas as portas que conduzem à riqueza, à saúde, à felicidade, à harmonia e à tão almejada paz. São as seguintes obras: ENCONTRANDO A PALAVRA PERDIDA; OS FILHOS DA VIÚVA SEGUNDO A ORDEM DE MELQUISEDEQUE; VIAJANDO PELA CASA DOS SONHOS; AUTOBIOGRAFIA SURREALISTA DO OUTRO e o tão badalado livro O POETA E O MISTÉRIO DA SALAMANDRA.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O POETA E O MISTÉRIO DA SALAMANDRA / www.clubedeautores.com.br

O POETA E O MISTÉRIO DA SALAMANDRA – um livro sobre o amor mais sublime e encantador que um homem possa ter por uma mulher. Dentro deste livro no poema “O Poeta e a Salamandra” existe uma dica do nome mantido em sigilo desta mulher. O POETA E O MISTÉRIO DA SALAMANDRA / www.clubedeautores.com.br

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

DIREITOS CONSTITUCIONAIS DA MULHER

DIREITOS CONSTITUCIONAIS DA MULHER*********************ENVIADO POR ROSEMEIRE DE MORAES - SOCIÓLOGA************************* O Dia Internacional da Mulher é festejado e abordado pela mídia, apenas em seu aspecto positivo; no sentido de enfatizarem as conquistas femininas ao longo dos anos. No entanto, omite a realidade de que essas conquistas ainda são tímidas se comparadas às dos homens, em nossa sociedade. E o mais importante é que as vitórias significativas fazem parte apenas de um pequeno universo feminino. Neste artigo, falaremos da maioria, das mulheres destituídas de conquistas significativas, principalmente por serem desrespeitadas em seus direitos constitucionais. Para que um indivíduo possa viver em sociedade de forma digna ele precisa ter o amparo da família e do Estado, com suas leis que asseguram os direitos individuais, lembrando-os também do cumprimento de suas obrigações. Mas numa sociedade subdesenvolvida como a nossa a função do Estado na aplicação das leis é frágil, o que acaba imperando é a “lei” do mais forte: é a lei do homem sobre a mulher, a lei do rico sobre o mais pobre, a lei do oportunista sobre o ingênuo e assim por diante. E o resultado da aplicação desta “lei” geral são os alarmantes índices de assassinatos, espancamentos de mulheres e intimidações de todos os tipos. Na ausência de um Estado eficiente em aplicar as leis constitucionais, os mais fortes em poder, coragem, os amorais, os marginais, fazem justiça aos seus modos, imperando assim a barbárie. A delegacia da mulher é uma realidade ainda muito tímida e carregada de preconceito e valores machistas presentes na sociedade brasileira desde a “Casa-Grande & Senzala”. Iniciando na recepção até a abertura de um boletim de ocorrência, a mulher passa por inúmeras etapas de constrangimento; o despreparo é total nessas delegacias. E isto, muitas vezes impede as mulheres de denunciarem seus agressores; não apenas o medo ou a dependência econômica bloqueiam a denuncia. A delegacia da mulher em conjunto com a justiça criminal estão muito longe de inibirem assassinatos e violências físicas e morais contra as mulheres, pois elas carecem de seriedade na aplicação das leis, assim como suas estruturas arcaicas estão sedentas por reformas urgentes, que responda às necessidades de justiça de uma sociedade com altíssimos índices de assassinatos, estupros, espancamentos, prostituição infantil, intimidações, dentre outros males que humilham e matam nossas mulheres. Exemplos da falha do Estado em proteger as brasileiras são dados diariamente. Um caso recente de desrespeito dos direitos constitucionais, foi o da escrivã de polícia, suspeita de crime de corrupção. Para comprovar o delito, o próprio delegado fez a justiça ali diante de alguns homens, algemando-a e ordenando-os que lhe arrancassem as calças! Sem dúvidas este delegado sapateou na constituição brasileira. Este caso de tão bárbaro, chegou à Ordem dos Advogados (OAB) que em seguida encaminhou o caso ao governo paulista e para o nosso espanto, o processo foi arquivado! Outro caso semelhante, porém trágico, foi o de Eliza Samúdio que além de tornar público as ameaças de morte do Goleiro Bruno em vídeos; abriu um boletim de ocorrência na DDM (Delegacia da Mulher) e inquérito policial; no entanto, a juíza que julgou o caso argumentou que o mesmo não se enquadrava na lei “Maria da Penha”sugerindo que o processo deveria ir para a vara criminal. Esta atitude nada “justa” custou a vida de mais uma mulher. Maria Islaine, a cabeleireira de MG abriu OITO boletins de ocorrências (BOs) na Delegacia da Mulher (DDM) contra as ameaças do seu ex-marido; assim como também pediu proteção à polícia; de nada adiantou, pois morreu assassinada pelo seu algoz. E por último, numa área em que o Brasil é totalmente deficiente, a educação, tem sido palco de violências sem precedentes. Por ironia do destino, em frente à escola municipal “Paulo Freire” a professora e coordenadora pedagógica Joyce Chaddad foi assassinada, após ter recebido ameaça de morte. Os exemplos citados demonstram o quanto o nosso Estado é ineficiente em proteger suas mulheres. A solução em curto prazo para a violação dos direitos constitucionais da mulher, está em primeiro lugar na educação. Infelizmente para que a mulher faça valer a justiça ela terá ter uma boa formação, além de se interessar pela política, esfera esta onde as mulheres poderão defender seus direitos. Desejo a todas as mulheres um feliz dia das mulheres com a esperança de que no futuro os nossos direitos sejam respeitados, não apenas como mulheres mas como seres humanos que somos. *Rosemeire de Moraes é Cientista Social e pesquisadora do CERU (USP)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Súplica da natureza

Eu sou a última folhagem. Depois não haverá mais nada. Mas faça do que restou de mim sua última roupagem. Eu sou o último animal. Este rosnar espremido poderá ser sua última canção na hora da despedida. Eu sou o último céu. Depois de mim, nada haverá sobre todos como véu. Nem haverá nenhum mar para expandir e beijar a borda do meu chapéu. Nenhum sol outra vez brilhará. Pode esconder seu guarda sol. Eu sou a última chuva e nunca mais outra cairá. Também não haverá ninguém. Ninguém para me esperar. Eu sou o último pássaro e não haverá outro a voar. Nem guarde este pleno voo, pois não haverá como guardar. Eu sou a última árvore. Não terá outra no lugar. Não faça nada de mim, não terá tempo de usar. Eu sou o último rio. Não haverá outro a margear. Não beba de minha água. Minha água pode matar. Eu estou no fim. Você está no fim. Estávamos juntos desde o começo.

domingo, 23 de setembro de 2012

ALZHEIMER

À noite, Joana subiu ao alto da montanha para ver a cidade. Uma metrópole iluminada cujos limites desapareciam no infinito. Aos poucos vão se apagando algumas luzes. Umas aqui, outras acolá. A cidade vai perdendo seu brilho. Sua luminosidade vai decrescendo. Ninguém ficou por último para apagar a última luz. Joana dormiu seu último sonho.

quinta-feira, 22 de março de 2012

DECIFRANDO

Para uns a vida é tudo.
Para outros a vida é nada.
Alguns a decifram com uma lupa.
Outros se debruçam sobre uma pequenina janela.
Uns se vestem de luto, para ver a tristeza passar.
Outros se dobram sobre a melancolia para ver o outro lado dela.
Existem os que dão uma risada, por pouca coisa ou quase nada.
Mas há quem tenta existir e anda a chorar e a sorrir.
Existem os que sorriem sem sorrir e choram sem chorar.
Há o que sorri por dentro e por fora e assim também chora.
Há os que dão adeus muito antes de partir.
Há os que partem sem nunca ter ido embora.

sábado, 17 de março de 2012

POEMA AO ABSOLUTO

A Realidade Última,
o Supremo Absoluto,
o Profundo Mistério,
quando bateu em mim,
no lago de minha alma,
assim como as pedras
atiradas pelos meninos
nas tardes domingueiras
(todas as tardes são
vestidas de domingo, quando
se é menino),
fazem ondas do centro à
periferia,
o toque do Eterno emanou pétalas
que se abriram continuamente,
como a luz do mais belo dia,
e vão se abrindo à medida
que avanço em Sua direção,
na mesma sinfonia;
quando mais me aproximo,
mais se distancia,
e nisto está Sua grandeza
infinita... buscá-LO por toda a vida,
é mais importante que encontrá-LO,
pois ELE em contínua expansão
vai reflorindo a sua própria
permanência,
e no meu esforço consecutivo
eu percebo a SUA PRESENÇA.

sábado, 21 de janeiro de 2012

EIN SOFT

Adentro pelas salas do casarão
da poesia, para ser mais simples.
Para não ter a necessidade de dar
o outro lado da face, pura hipocrisia.
Possso virar-me ao avesso à vontade.
Em vez de assumir-me como humanidade,
eu sou apenas o passar dos dias.
Em vez de misturar-me ou unir-me ao universo,
visto a forma imperceptivel dos números.
No lugar dos discursos megalomaníacos,
revivo a unidade das humildes sílabas.
Ante o esplendor dos mistérios, não
avanço além dos signos.
Diante do espetáculo divino, me contento
em brincar com os mitos.
Pois, em verdade, em verdade vos digo,
que os dias passam e não passam,
enquanto as coisas transpassam a si mesmas.
Os números fingem ir ao infinito e não
há mentes que os captam.
As sílabas se contraem quando se expoem,
mas se diluem sem ser notadas.
Os signos reluzem enquanto se escondem
sob seus sóis.
Os mitos perduram sem ranger seus ossos.
Tenho consciêcia que os dias não contam
seus dias;
os números nunca ultrapassam os onze e
retornam ao nada, para ganhar fôlego em
sua expansão;
as sílabas se juntam sem egoísmo para
compor a sinfonia da linguagem;
os signos não se escondem em lugar algum
e não caem na ilusão do espaço e do tempo;
os mitos tecem os seus berços com as fibras
das essências originais.
Por isto, todos eles são os únicos que permanecem!
É por isto também que habito o casarão da poesia!

sábado, 7 de janeiro de 2012

SHABAT SHALOM! SHEMA YISRAEL: BARUCH ATTA ADONAI, ADONAI ELOHÊINU, ADONAI ECHAD!

Buscamos sempre nossas
partes esparzidas,
mesmo que percorramos
várias vidas,
havemos de nos encontrar
além das entrelinhas,
no final de cada estação,
sobre os dormentes dos trilhos,
no dorso das estradas erguidas,
atrás das janelas fechadas
hermeticamente banidas,
das portas seguramente trancadas
com travas enrijecidas,
mesmo que tenhamos que andar,
com nossas almas às escondidas,
nos cantos, canções, versos
dos encatados poetas,
pois somos herdeiros dos salmistas,
cantaremos sobre as muralhas caidas,
haveremos sempre de nos encontrar,
enquanto os encontros sejam erguidos
por tradições e histórias seletas,
nossos momentos estão escritos,
nas estrelas mais distantes do infinito.
Shabat Shalom!

sábado, 31 de dezembro de 2011

PROMETO NÃO PROMETER NADA PARA O ANO QUE VEM

Neste final de ano, prometo não prometer nada.
Não tenho nenhuma intenção idiota de emagrecer, pois não serei um dançarino da chuva, daqueles que bailam se desviando dos pingos que surradamente lhe caem sobre a cabeça, sem dó nem piedade.
Não pretendo pedir desculpas a torto e a direito, ao ponto de sair por aí cambaleando de tanto tomar cacetadas pelos ombros e ainda ter a docilidade infantil, ingênua e piegas, quiçá religosa, de desculpar-se.... por sinal não inventei o mata borrão das culpas. Nada de ser imbecil. De sofrer pela acusação da qual estou mergulhado na banheira da inocência. Isto só faz realimentar a lareira dos sádicos e como num jogo de dominó expandir a dor a outrem.
Também não tenho nenhuma vontade de distribuir milhares de perdões e pedidos implorados de perdão. Não nasci deus, porque não me deram nenhuma escolha graças a Deus.
Por favor não me mandem estas banalidades escritas em letras de purpurina de que tudo vai ser diferente. Aprendam que a diferença está debaixo de nossos narizes. Peço que não me analisem como masoquista. Pelo contrário, a verdadeira alegria de viver está neste momento único da existência, que é esta presença permanente diante de si, de todos e de tudo.
Não tenho a mínima intenção de ser mais pontual do que sou. Não quero ir além da precisão do quartzo e nem da cordial pontualidade inglesa. Nem da memória do silício, que revolucionou o mundo sendo apenas um mineral. Não quero copiar ninguém. Não sou simulacro de outrem. Não nasci para riscar na areia a sombra que não me pertence.
Não serei mais sábio. Pelo contrário, esvaziarei ao máximo que puder. Quem sabe quanto menos souber, mais perto estará da simplicidade. Também não prometo ser mais simples do que sou. Isto é cafonice, para não dizer idiotice ou pieguice no seu mais real sentido.
Não faço nenhuma promessa para o próximo ano que será daqui a pouco e que não é tão próximo assim, porque nada é estático no tempo e nenhuma coisa está lá na frente à nossa espera; quando o que temos realmente é este instante que acaba de escapar pela fresta do tempo.
Não engolirei sapos. Não sou cobra. Nem acredito na esperteza delas. Guardo comigo apenas a figura mítica, o recado de seu trajeto kundalínico e que o resto vá plantar batatas, se quiser.
Não virei com este discurso idiota de um mundo melhor. "Eu desejo um mundo melhor para todos vocês!" Ah! Meu Deus, me afaste desta maneirice de final de ano. Faça-me que seja simplesmente como sou, assim mesmo. Deste jeito está bom demais. Não nasci para touradas um ano e acender as luzes de um clausuro instantâneo numa virada de trinta e um para primeiro, como um santo louco nascido à revelia.
Caso participe de algum jantar que eu não faça dele uma festa de gala. Não, de forma nenhuma. Não poderei me perder na correnteza dos que se subjugam aos ditames midiáticos. Não deixarei de contemplar cada gole de água bebido em copos simples no dia a dia. Não perderei a magnificiência dos grãos cotidianos dando-me neurônimos, sangue, músculos, pensamentos pela leveza de cada pão nosso diário.
Prometo não ter alegria ao extremo. Melhor andar o caminho às vessas do que percorrê-lo como um almofadinha. Darei os mesmos sorrisos pelo meio do caminho, de onde posso avaliar as suas margens.
Nem inclusive irei admirar os festivais de fogos com dinheiro gasto que daria para abastecer mil creches em um ano. Não entrarei nesta jogada. Continuarei pela contemplação permanente de tudo que há em meu redor, do milagre infinito da existência.
Deixem que me chamem de louco, imbecil, visionário, desde que eu continue a amar tudo que é belo na natureza.
Para que prometer tantas coisas inúteis, sendo que há tantas outras úteis e maravilhosas para serem feitas simplesmente por fazer! Continuarei a correr atrás das borboletas, mesmo depois de uma certa idade.
Não posso desviar do meu caminho e ficar nesta imbecilidade de todos. Posso correr o risco de não olhar mais para aquela estrela vespertina e piscar os olhos para ela, numa atitude de Carlitos.
Por isto não prometo nada a ninguém. Não cairei de forma alguma neste redemoinho popular de babaquices e trocas de figurinhas. Continuarei a admirar o horizonte ao entardecer. Ficarei na minha. Não farei acenos nem jogarei beijinhos doces para ninguém. Não sou como aquelas pessoas que ficam jogando beijos para as criancinhas nos braços de suas mamães, como num exercício involuntário de desfiar-se da vida ou desfazer-se da realidade, tentando insensatamente estender uma ponte ao que é mais novo.
Todos os seres humanos são lindos e maravilhosos desde as crianças até aos mais avançados em anos. Por que me arriscar a perder a grandeza deste exato momento e vender uma ilusão de que daqui a pouco será muito mais maravilhoso?
Se prometer muito não andarei mais de sandálias de dedos com a camisa solta sobre a calça, sentindo a leveza do vento tocar em minha face. Não prometo nada a ninguém neste final de ano. Não vou entrar nesta onda. Alguém dirá com certeza: "mas isto já é prometer!" O que me importa esta crítica cega dita de baixo para cima de um ser humano que vive de ponta cabeça! Agora mesmo escutei o chiar noturno de uma coruja.

domingo, 30 de outubro de 2011

ABRAÃO, NOSSO PAI E COMO SUPERAR A ANGÚSTIA EXISTENCIAL

Quando eu estava com aproximadamente dezesseis anos, minha avó me deu uma grande lição. Naquele momento ela passava para mim a sua herança. Ela me disse sobre uma ensinança divina aprendida com meu bisavô. Estava escrito num livro escondido a sete voltas numa toalha dentro de um baú. Revelou-me sermos filhos de Abraão. Portanto, tínhamos uma grande herança, até a nossa última geração. Ensinou-me a agir diante de um grande problema vivencial para ser solucionado. Aconselhou-me a recorrer aos grandes personagens das escrituras sagradas. Neles encontraria exemplo e amparo para as minhas angústias pessoais.
Ontem recebi uma mensagem interessantíssima. Ele se refere ao nosso Pai Abraão e Sara. Como Sara era estéril e Abraão queria um filho, com certeza isto tornou um problema existencial para o nosso querido Pai. Sendo ele monoteísta e um devoto ardente do Eterno, consultou-O, tendo a seguinte resposta: "Olha para os céus e conta as estrelas, se podes contá-las. Assim será tua semente. E acreditou Abraão no Eterno, e isto foi considerado como mérito." Gênesis 15:5
Portanto meus leitores, em resumo, o segredo está em olhar por cima das estrelas. Olhem por cima das estrelas em quaisquer situações de suas existências. Verão como a amplidão de suas percepções deixará em migalhas as situações mais difíceis dos seus desertos. Nós estamos mergulhados no mundo, na multiplicidade de pessoas e de problemas, mas ao olharmos por sobre as estrelas, veremos a falta de sentido em se deixar levar pelas mesquinhezas desta vida. Elas não merecem a nossa mínima atenção. Quem tem fé no Eterno, mesmo diante de um monte de problemas, ele diz: Monte sai deste lugar. Retira-te de dentro de mim! E a luz da Torá brilhará como um sol precioso dentro da pureza de sua alma.

domingo, 2 de outubro de 2011

ARTE: PODER ESPIRITURAL!

Uma cabeça
sem arte
é uma cidade
vazia.
Dela só resta
a parte
do faroeste,
da fresta do
velho oeste,
se abrindo
na ventania.
O que escapa
da arte é o
mistério.
O mundo escondido
por trás da
máscara da
matéria.
O universo que
ressurge,
no tocar da
tecla ou da corda.
O que transparece
no correr do pincel.
Uma nota vibrando
sobre o silêncio
profundo.
Um pássaro voando
do outro lado
do mundo,
num voo além
do céu.
Quem trabalha
a arte é como
o cocheiro que
conduz a carruagem
por detrás da bruma,
que vela as
aparências sensíveis
da paisagem.
É como quem
navega pelos subterfúgios
das ondas.
É como quem se entrega
pelos corredores
subliminares
da mensagem.
Não daquela
que subjuga o homem
ou o condena
pela interface da miragem.
Mas por aquela
subjetiva,
que conhece os dados
estruturais da
organização do
universo e
dos seus sistemas
matemáticos e
gramaticais da
sua mais profunda
linguagem.

sábado, 1 de outubro de 2011

IMORTALIDADE

Um dia Adameve El Salem subiu uma montanha para meditar. Começou a perguntar: "Quem sou eu?"
Seria eu aquela pessoa que gosta de doce de mamão, com uns cravinhos por cima? Mas esse era o doce que mamãe dizia que era bom!
Se mamãe dissesse que bom era doce de marmelo, com certeza eu gostaria de doce de marmelo!
O tipo de mulher que me chama a atenção? Quando eu era pequenino, meu pai me falava "você vai se casar com uma..." E se meu pai tivesse me falado que fosse um outro tipo de mulher, não seria este o tipo que me chamaria a atenção?`
Por que gosto de poesia? Filosofia? Música cigana?"
Assim ele foi garimpando, garimpando seu interior. Percebeu que era fruto de uma aldeia materna, de uma cultura, etc. Compreendeu que todos os seus pensamentos, sentimentos, emoções, desejos, escolhas eram derivados de sua cultura em geral, do meio em que viveu e do impacto com todas as ideias do mundo.
Mas quem era ele? Ele, puramente ele?
Nos vãos de cada pensamento, sentimento, emoção, desejo, escolha, etc. encontrou um ser permanente, puro como o diamante. Um ser contínuo. Um quantum de energia sem mistura alguma. Sem nenhum contato.
Chegou a conclusão de que ele era eterno. Ele era filho do reflexo do UNO, do ETERNO, Daquele que não tem nome, de RASHEM. Do alto daquela montanha ele rendeu glória a ADONAI ELOHÊNU!

sábado, 3 de setembro de 2011

FANTÁSTICO!



Adameve El Salem encontrando-se numa primavera com o sábio Ammar Al Ammar, num bate papo, enquanto tomavam um cafezinho, perguntou-lhe: "Onde está o fantástico?"
Al Ammar, com sua voz mansa e tranquila respondeu-lhe: "Aqui! Agora! Neste momento permanente! Dizem as tradições, que três sujeitos sairam de Atenas e foram até Éfeso para conhecer Heráclito, o grande filósofo. Levaram meses, naqueles tempos.
Heráclito recebeu os três andarilhos, levou-os para a cozinha de sua casa. Preparou-lhes uma refeição e um bom vinho e convidou-os para sentar-se diante da lareira. Assim permaneceu quieto, enquanto os três se alimentavam. Continuou em silêncio.
Os três disseram-lhe que vieram de tão longe para conhecer o fantástico. Saber do que há mais fenomênico pela sabedoria de Heráclito. Este retrucou-lhe: O fantástico está aqui diante de nós, diante da lareira!
Pois bem, tudo é maravilhoso. Tudo é belo. É inusitada cada rua. Uma diferente da outra. Cada árvore, cada galho desta árvore e cada folha. Tudo é diferente um do outro. A mesma rua vista da mesma janela é outra rua, quando seus olhos distinguem que a cada momento há uma transformação no mundo. Nem a janela será a mesma!
Nós são somos os mesmos a cada minuto que passa. Vamos renovando. Micromilímetros e milionésimas partezinhas vão se transformando dentro de nós a cada segundo. Somos sempre diferentes.
O fantástico está aqui. Neste agora. Entre nós e diante do universo!"

domingo, 28 de agosto de 2011

O CAMINHO DO BOM SENSO



Muitas vezes cometemos sérios erros, porque não sabemos parar. O que significa refletir? Não seria o mesmo que analisar-se? Voltar seu pensamento sobre si e esmiuçá-lo, para evitar erros repetidos? Pois bem, a reflexão é a arte de pensar o que pensa o pensamento. Se é uma capacidade filosófica, não significa que seja apenas para pessoas especiais, filósofos ou iniciados.
O Eterno dá possibilidade para que todo ser humano pratique a reflexão.
Mas não é fácil, não é? Quantas vezes erramos e muitas vezes repetimos nossos erros.
Uma maneira muito simples, é parar. Parar, contar até sete e pensar, antes de decidir, de abrir a boca para responder algo. Este seria o verdadeiro sentido de premeditar. Esta palavra, como muitas outras, se desgastaram e perderam o brilho do seu verdadeiro valor.
Premeditar, seria meditar antes de tomar decisões que poderiam alcançar rumos descontrolados em nossa existência.
Repito: é muito simples. Diante de qualquer situação confusa, inspire profundamente, por exemplo contando até sete; retenha a respiração contando até três e expire lentamente contando até sete. Bom seria que fosse uma respiração diafragmática, o que se aprende com qualquer professor de yoga.
Faça isto sete vezes e depois verá que com certeza terá uma resposta mais sábia para uma decisão conflitante.
Outro exercício também muito interessante para ser realizado à noite, antes de dormirmos: fazermos uma relembrança de todo o nosso dia, desde a hora que levantamos até a hora em que nos deitamos. Um resumo rápido. Deter-se nos pontos mais importantes e trabalhá-los meditando sobre eles.

sábado, 13 de agosto de 2011

RETRATO

Do meu livro "Retalhos de poesias"

Quem viu aquele
retrato?
Aquele sobre a
mesa do centro?
Alguém viu?
Não? Não viu
ninguém?
Cada pessoa fotograda.
Cada uma sorrindo.
Cada qual mais
encostada.
Umas por fora,
outras por dentro.
A família se reunindo.
Naquele retrato o
que mais importava?
Aqueles rostos
sorridentes?
A camisa bem passadinha
ou a saia plissadinha?
Somente as cinzas.
As cinzas semelhantes
aos cabelos grisalhos.
As cinzas que não
são terra nem realidade.
O que importava naquele
retrato,
estava na sua alteridade.
Moldura feita de cinzas.
Último pedido do
velho ao lado.

sábado, 23 de julho de 2011

NINFA RESSURGE NA AVENIDA

NINFA RESSURGE NA AVENIDA

José Luiz Teixeira do Amaral

Ela sai com os cabelos soltos ao vento,
como os cachos das espigas de milho
balançam suas toucas reluzentes ao
frescor da brisa que se acordou mais cedo,
e destrançada e leve, desliza suave
como os lábios dos amantes se entrecruzam
nos átrios mais abundantes dos mistérios
e dos desejos que florescem à superfície
da pele, assim como as ramas se reorganizam
na textura das pedras e alcançam acima de
suas profundidades as alturas preponderantes;
ela que leva em sua simplicidade o perfume
do paraiso celeste, pois busca no mais
profundo da natureza a verdade de sua veste,
ela que chega junto com a luz solar e presenteia
os que passam com seu sorriso de pluma e sua
elegância de ninfa, num andar que desliza
sob a prancha da avenida e afaga seu movimento
inquieto com seu sabor de fada e se de qualquer
maneira vestida, ela é bela e toda a maravilha
do mundo está nela contida como conchas de estrelas.
Ela é assim mesmo tão linda, porque é singela;
um só homem basta para ver tanta beleza, desde
que este homem seja poeta ou tenha os olhos no
percalço dos caminhos floridos dos bosques sem
que lhe imponha a vontade, sem que lhe domine o desejo,
basta que a noite lhe abra uma cortina de surpresas
ou quem sabe a madrugada lhe levite sobre a bruma
e o eleve acima de seus momentos mais inusitados,
pois ela sai assim com os cabelos soltos
e ninguém tem o direito de fechar as portas do
sentimento e nem colocar pedágios nas vias da intuição
do cantador presente, do inspirado bardo que capta
as fagulhas que sobressaem dos relampejos mais importantes,
que se descortinam naqueles instantes onde nem mesmo
os que vivem sonambolizados entre o aparente e o que
gira todos os movimentos mais silenciosos do universo.
É assim mesmo que ela sai, ela não penteia seus cabelos
e no entanto ela é mais bela que todo o bailar dos tangos
e vai além das palavras mais sublimes que emolduram os versos,
assim dirão os que são sensiveis, que em certa rua, em
certo dia, passou certo alguém que brilhou por fora
os muros, iluminou as árvores sem primavera, trouxe os
frutos fora do outono, encantou a todos que boquiabertos
passaram o resto do dia a sorrir, amar e a perdoar todos
os males que outros os fizeram, porque ela caminhou assim desfeita,
e ela se foi assim perfeita, assim tão linda, assim tão bela,
ela se foi, porque assim tudo se vai, tudo se esvai, tudo se
escorrega entre os dedos das mãos, como se despojam os carinhos,
como se diluem os momentos que se sucedem aos momentos que se
sucedem aos momentos, e assim despenteada ela reconfigurou com
arte o que estava fora do lugar, o que necessitava ressurgir,
e provou com sua candura que os girassóis nascem por toda a parte.