Certamente que vou dedicar este artigo a dois exemplares funcionários da PREFEITURA MUNICIPAL DE VILA VELHA-ES, mas esclarecendo que desde a entrada do prédio da Prefeitura até seu último andar, colhemos olhares de atenção, sorrisos de recepção e uma plêiade de funcionários sempre dispostos a servir ao nosso povo vilavelhense, da melhor forma possível.
Porém, por uma questão particular, dedico este artigo aos funcionários HÉLIO ANDERSON FORTES e MARLENE DALTIO FIGUEIREDO pela ternura e boa vontade, com que me atenderam na Prefeitura Municipal de Vila Velha, no DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS/RH.
Parece uma contradição, a brincadeira que eu faço, pois sendo PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS AUDITIVO/VISUAL, encontro-me como um SER HUMANO COM POUCOS RECURSOS, mas fui atendido por SERES HUMANOS DE UMA VERDADEIRA SECRETARIA DE RECURSOS HUMANOS, com um amor e afeto ao cidadão, que me levou à emoção. Certamente, que a gente fica mais sensível que os demais, porém, também mais grato.
Eles demonstram o que deve ser verdadeiramente um SERVIDOR PÚBLICO. O SERVIDOR PÚBLICO se porta com uma ALMA SACERDOTAL/PASTORAL, assim como esses dois funcionários acima citados me receberam, quando apreendem em seu espírito o sentido profundo do seu ofício.
Só posso pedir ao ETERNO CRIADOR DO UNIVERSO que abençoe estes cidadãos valorosos de nosso município de Vila Velha-ES e que todos os seus dias sejam de felicidade e paz, pois, a lei universal de DEUS, proclama, que nós colhemos pela vida os frutos que plantamos.
Um herói da resistência brasileira, poeta, escritor, amante da música e da arte. Um homem em busca da harmonia e da paz. Um ser humano muito simples, que valoriza o significado profundo da vida. Para mim, a humanidade ganha sentido na fraternidade. O amor é a própria divindade.
terça-feira, 19 de abril de 2011
sábado, 16 de abril de 2011
AMOR QUE CONSOME O CORAÇÃO DE UM HOMEM
Mini blusa,
mini short,
mini sorriso,
mini vórtice,
mini musa,
mini aviso,
mini olhar,
mini lusa,
mini andar,
mini requebrar,
mini batom,
mini tom,
mini-me!
mini short,
mini sorriso,
mini vórtice,
mini musa,
mini aviso,
mini olhar,
mini lusa,
mini andar,
mini requebrar,
mini batom,
mini tom,
mini-me!
sábado, 2 de abril de 2011
BRASIL TOMA VERGONHA NA CARA!...MAS RECONHEÇO QUE NA GRANDE VITÓRIA/ES...
Outro dia acordei bem cedinho e um jornal dos mais populares da cidade, trazia duas fotos interessantes: a debaixo, seminua, de calcinha branca transparente mostrava a nova ganhadora do Big Brother, sem dúvida uma escultura divinal traçada pela natureza e mais acima fotos de corredores dos hospitais com pessoas morrendo em macas, numa cena de guerra libiana.
Uma pessoa disse ao meu lado: "O Brasil é o país dos contrastes! Será sempre assim!"
Comecei a lembrar-me do jogo de palavras duais de Heráclito, "a guerra é mãe e rainha de todas as coisas, alguns transforma em deuses, outros em homens, de alguns faz escravos, de outros homens livres" Pensamentos de dois mil e quinhentos anos atrás. Ao pé da letra, parecia mesmo que a musa era a deusa; enquanto os que padeciam, morriam e esperavam a morte, eram os homens que são mortais, que são escravos, que estão à deriva do sofrimento, com seus rostos açoitados pela injustiça social. Lá fora seus familiares rasgando as vestes em desespero e sulcando a face com suas lágrimas. A musa estava ali, feliz, sorridente, esbelta, explêndida, livre de todas as dores e doenças, desprendida da velhice e da morte, enaltecida pela mídia vigente. Claro que esta forma de pensar seria de extrema pobreza, principalmente por considerar que nosso país vive uma permanência estática, e até mesmo que um filósofo como aquele de Éfeso, não veio ao mundo para falar tolices. Ainda por cima aceitar que não há possibilidade de mudança? Mas ler um filósofo através de uma frase é construir uma nova religião através de um versículo da Bíblia.
Outra frase de Heráclito: "A oposição produz a concórdia. Da discórdia surge a mais bela harmonia" Então começamos a perceber uma dinâmica quando pensamos além da ingenuidade e da alienação. Chegou o momento da dialética. Do jogo da musa e dos mortos, do corpo de uma princesa sob uma calcinha branca rendada versus os corpos retorcidos e nús sob os lençóis sujos e contaminados das macas, podemos chegar pelo choque das imagens à conclusão de que deve ser feita urgentemente uma mudança de estado. Heráclito também diz: "Nada é permanente, exceto a mudança". Urge mudarmos nosso rumo. O filósofo acrescenta: "A todo homem lhe é concedido conhecer-se a si mesmo e meditar sabiamente". Então, é necessário repensar este país com a maior urgência possivel. Concluindo Heráclito: "A sabedoria é a meta da alma humana e, à medida que avança em seus conhecimentos, vai afastando de si o horizonte do desconhecido" "No círculo se confundem o princípio e o fim"
Meus irmãos, aquele cara ao meu lado estava totalmente enganado. O Brasil não é eternamente o país dos contrastes. Não, o Brasil é um país que tem que tomar vergonha na cara. Precisamos de reformular as bases fundamentais deste país. Encaminharmos para uma educação que salte além da superficialidade. Endereçarmo-nos em busca de políticos honestos e não corruptos, que tenham como base os valores republicanos e as audiências orçamentárias participativas para que nossos rumos sejam os da justiça e da igualdade. Certamente que estou falando do Brasil em geral. Mas reconheço que no Estado do Espírito Santo, principalmente na Grande Vitória, tem sido feito um papel de alto nível na educação, por parte das Secretarias de Educação, dos Técnicos Educacionais, dos Pedagogos, Professores e demais profissionais escolares. O Governo Federal terá que arregimentar um fundo poderoso, para socorrer os Estados e Municípios que estão sem recursos para investimentos na área de saúde, deixando governadores e prefeitos em situação de caos e desespero. Este fundo deve nascer de uma reforma institucional das bases que fundamentam nosso País.
Com certeza o papel da mídia será outro, o trabalho da musa terá um espaço mais nobre e os hospitais receberão respaldo da manutenção social. O povo sairá da linha alienatória para entrar no círculo da igualdade social.
Brasil, toma vergonha na cara!
Uma pessoa disse ao meu lado: "O Brasil é o país dos contrastes! Será sempre assim!"
Comecei a lembrar-me do jogo de palavras duais de Heráclito, "a guerra é mãe e rainha de todas as coisas, alguns transforma em deuses, outros em homens, de alguns faz escravos, de outros homens livres" Pensamentos de dois mil e quinhentos anos atrás. Ao pé da letra, parecia mesmo que a musa era a deusa; enquanto os que padeciam, morriam e esperavam a morte, eram os homens que são mortais, que são escravos, que estão à deriva do sofrimento, com seus rostos açoitados pela injustiça social. Lá fora seus familiares rasgando as vestes em desespero e sulcando a face com suas lágrimas. A musa estava ali, feliz, sorridente, esbelta, explêndida, livre de todas as dores e doenças, desprendida da velhice e da morte, enaltecida pela mídia vigente. Claro que esta forma de pensar seria de extrema pobreza, principalmente por considerar que nosso país vive uma permanência estática, e até mesmo que um filósofo como aquele de Éfeso, não veio ao mundo para falar tolices. Ainda por cima aceitar que não há possibilidade de mudança? Mas ler um filósofo através de uma frase é construir uma nova religião através de um versículo da Bíblia.
Outra frase de Heráclito: "A oposição produz a concórdia. Da discórdia surge a mais bela harmonia" Então começamos a perceber uma dinâmica quando pensamos além da ingenuidade e da alienação. Chegou o momento da dialética. Do jogo da musa e dos mortos, do corpo de uma princesa sob uma calcinha branca rendada versus os corpos retorcidos e nús sob os lençóis sujos e contaminados das macas, podemos chegar pelo choque das imagens à conclusão de que deve ser feita urgentemente uma mudança de estado. Heráclito também diz: "Nada é permanente, exceto a mudança". Urge mudarmos nosso rumo. O filósofo acrescenta: "A todo homem lhe é concedido conhecer-se a si mesmo e meditar sabiamente". Então, é necessário repensar este país com a maior urgência possivel. Concluindo Heráclito: "A sabedoria é a meta da alma humana e, à medida que avança em seus conhecimentos, vai afastando de si o horizonte do desconhecido" "No círculo se confundem o princípio e o fim"
Meus irmãos, aquele cara ao meu lado estava totalmente enganado. O Brasil não é eternamente o país dos contrastes. Não, o Brasil é um país que tem que tomar vergonha na cara. Precisamos de reformular as bases fundamentais deste país. Encaminharmos para uma educação que salte além da superficialidade. Endereçarmo-nos em busca de políticos honestos e não corruptos, que tenham como base os valores republicanos e as audiências orçamentárias participativas para que nossos rumos sejam os da justiça e da igualdade. Certamente que estou falando do Brasil em geral. Mas reconheço que no Estado do Espírito Santo, principalmente na Grande Vitória, tem sido feito um papel de alto nível na educação, por parte das Secretarias de Educação, dos Técnicos Educacionais, dos Pedagogos, Professores e demais profissionais escolares. O Governo Federal terá que arregimentar um fundo poderoso, para socorrer os Estados e Municípios que estão sem recursos para investimentos na área de saúde, deixando governadores e prefeitos em situação de caos e desespero. Este fundo deve nascer de uma reforma institucional das bases que fundamentam nosso País.
Com certeza o papel da mídia será outro, o trabalho da musa terá um espaço mais nobre e os hospitais receberão respaldo da manutenção social. O povo sairá da linha alienatória para entrar no círculo da igualdade social.
Brasil, toma vergonha na cara!
quinta-feira, 17 de março de 2011
(HOMENAGEM ÀS MULHERES) SÓ PARA ELAS, EM ATENÇÃO AO PROF. CICA
Quando meu amigo Prof.Cica, me pediu um poema sobre as mulheres, ele sabia que eu iria recebê-lo pela graça da inspiração. Eu saí pelo corredor como um menino caçador de borboletas e em cinco minutos já tinha o poema em mãos.
Diante deste poema para as mulheres, reflito que poesia não se escreve. Não sou escritor de poesias. Sou simplesmente poeta. Estar nesta condição é ser um coletor/caçador das palavras que estão esparzidas por aí nas miríades de sinfonias silabais que florescem pelo cosmo.
SÓ PARA ELAS
Eu queria falar das mulheres, sem falar das flores,
sem tocar nas primaveras, sem desvelar a graciosidade do belo.
Mas como falar delas, se tudo isto são elas?
Eu queria sentar-me em minha mesa de jantar,
estar ali simplesmente mitigando o alimento,
fingir-se esquecido da vida,
deixar-se abandonado de mim,
Mas não tem como estar, não há forma nenhuma
de permanecer assim,
pois a toalha é lindamente bordada,
a xicara é elegantemente colocada entre os talheres,
no centro da mesa há uma jarra esbelta e bem contornada,
não faz três dias que elas cuidaram da casa,
existo no mundo maravilhoso das mulheres!
Eu queria abrir minhas janelas, e não são poucas,
e despertar minhas cortinas para os ventos matinais,
como se fosse capaz de dar um ar de festa
ou ser um expert no embelezamento ambiental,
mas quando me aproximo delas, foram as mãos femininas
que bordaram seus sinais,
mãos dóceis, mãos distantes em tardes fabris,
enquanto eu desfiava notíciais nos jornais,
o meu mundo não seria doce e minha vida seria sem sal,
que seria de nosso mundo sem vocês mulheres?
Diante deste poema para as mulheres, reflito que poesia não se escreve. Não sou escritor de poesias. Sou simplesmente poeta. Estar nesta condição é ser um coletor/caçador das palavras que estão esparzidas por aí nas miríades de sinfonias silabais que florescem pelo cosmo.
SÓ PARA ELAS
Eu queria falar das mulheres, sem falar das flores,
sem tocar nas primaveras, sem desvelar a graciosidade do belo.
Mas como falar delas, se tudo isto são elas?
Eu queria sentar-me em minha mesa de jantar,
estar ali simplesmente mitigando o alimento,
fingir-se esquecido da vida,
deixar-se abandonado de mim,
Mas não tem como estar, não há forma nenhuma
de permanecer assim,
pois a toalha é lindamente bordada,
a xicara é elegantemente colocada entre os talheres,
no centro da mesa há uma jarra esbelta e bem contornada,
não faz três dias que elas cuidaram da casa,
existo no mundo maravilhoso das mulheres!
Eu queria abrir minhas janelas, e não são poucas,
e despertar minhas cortinas para os ventos matinais,
como se fosse capaz de dar um ar de festa
ou ser um expert no embelezamento ambiental,
mas quando me aproximo delas, foram as mãos femininas
que bordaram seus sinais,
mãos dóceis, mãos distantes em tardes fabris,
enquanto eu desfiava notíciais nos jornais,
o meu mundo não seria doce e minha vida seria sem sal,
que seria de nosso mundo sem vocês mulheres?
terça-feira, 8 de março de 2011
PROBLEMAS PODEM SER ÂNCORAS PARA NOVAS E SAUDAVEIS REALIDADES
Você sabe muito bem o que é dirigir um automóvel? É necessário ter carta de motorista, experiência na direção, controle no trânsito, percepção ampla, calma, perceber o momento ideal de tomar uma decisão, ter malícia. Há muitas coisas que as escolas de motoristas não lhe podem passar. Somente sua experiência e inteligência poderão captar. São aqueles momentos inesperados, que surgem de repente, mas que exigem certas qualidades, intuições, golpes de vista, que não se ensinam em um curso. Portanto na vida, devemos nos preparar sempre. Não fumar, não beber, ou em último caso, participar socialmente, não perder noites de sono, não se alimentar de quaisquer alimentos nocivos, fazer exercícios, aprender técnicas de respiração, meditação e relax, possuir um hobby que lhe dê alegria. não se agarrar desesperadamente às coisas materiais e possuir uma comunicação íntima com a espiritualidade dentro de suas necessidades e possibilidades.
Você sabe o que é digerir? Quase parece um trocadilho de palavras, não é? Em suma seria mastigar. Mas não é só isto. Tem que triturar bem os alimentos, fazê-lo com calma, ser paciente ao engolí-los, não ter pressa na mastigação, não comer pensando em problemas aflitivos, alimentar-se com alegria e parcimônia, não assistir a programas conflitivos de televisão, ou conversar demasiadamente, ou ler jornais ou revistas enquanto se alimenta,, etc. Seria até bom que colocasse uma música clássica de fundo, na hora das refeições. Em último caso, se não houver tempo para alimentar, por um imprevisto qualquer, coma frutas, tome sucos e deixe para fazê-lo na hora adequada.
Nossos problemas para serem bem resolvidos, tem que ser bem dirigidos e bem digeridos. Querer resolvê-los todos de uma só vez é encomendar um enfarte, um estresse, uma insônia, uma discussão, um desentendimento, um erro fatal na solução, etc.
Para que eles concluem com finalidade ideal, precisam ser bem digeridos. Uma boa digestão conduz a uma boa gestão. É preciso resolver problema por problema com cadência e harmonia.
O que não se pode fazer hoje, faça-o amanhã. Mas lembre-se do antigo e sábio adágio: não deixe de fazer pela manhã o que poderá fazer à tarde. Isto não quer dizer que você se afobe para realizar suas atividades. Mas se pode executar alguma a tempo, sem criar conflitos, em horários anteriores, seja complacente e faça.
Uma outra questão é começar a fazer primeiramente as mais difíceis. Deixe as coisas mais fáceis para mais tarde. No início de nossas atividades, estamos mais descansados e com mais energias para realizar tarefas mais ousadas.
Não nos esqueçamos também, que amanhã será outro dia. O sol sairá de outra forma e estamos girando em volta de nós mesmos a 1600 Km/h e a 30Km/Seg na pista de translação, muito mais longe de ontem, do que possamos pensar. Estamos diante de outro espaço/tempo, portanto nova face do universo.
Outras oportunidades surgem, janelas e portas se abrem,novas pessoas se apresentam para nos ajudar, enfim, o universo está sempre disposto a colaborar conosco, quando pensamos e agimos positivamente.
Saibamos dirigir e digerir bem nossos problemas, para que eles se tornem soluções de nossas novas realidades. Eles são os tranpolins e as molas porpulsoras para o nosso desenvolvimento, para as nossas novas alianças e próximas conquistas.
Você sabe o que é digerir? Quase parece um trocadilho de palavras, não é? Em suma seria mastigar. Mas não é só isto. Tem que triturar bem os alimentos, fazê-lo com calma, ser paciente ao engolí-los, não ter pressa na mastigação, não comer pensando em problemas aflitivos, alimentar-se com alegria e parcimônia, não assistir a programas conflitivos de televisão, ou conversar demasiadamente, ou ler jornais ou revistas enquanto se alimenta,, etc. Seria até bom que colocasse uma música clássica de fundo, na hora das refeições. Em último caso, se não houver tempo para alimentar, por um imprevisto qualquer, coma frutas, tome sucos e deixe para fazê-lo na hora adequada.
Nossos problemas para serem bem resolvidos, tem que ser bem dirigidos e bem digeridos. Querer resolvê-los todos de uma só vez é encomendar um enfarte, um estresse, uma insônia, uma discussão, um desentendimento, um erro fatal na solução, etc.
Para que eles concluem com finalidade ideal, precisam ser bem digeridos. Uma boa digestão conduz a uma boa gestão. É preciso resolver problema por problema com cadência e harmonia.
O que não se pode fazer hoje, faça-o amanhã. Mas lembre-se do antigo e sábio adágio: não deixe de fazer pela manhã o que poderá fazer à tarde. Isto não quer dizer que você se afobe para realizar suas atividades. Mas se pode executar alguma a tempo, sem criar conflitos, em horários anteriores, seja complacente e faça.
Uma outra questão é começar a fazer primeiramente as mais difíceis. Deixe as coisas mais fáceis para mais tarde. No início de nossas atividades, estamos mais descansados e com mais energias para realizar tarefas mais ousadas.
Não nos esqueçamos também, que amanhã será outro dia. O sol sairá de outra forma e estamos girando em volta de nós mesmos a 1600 Km/h e a 30Km/Seg na pista de translação, muito mais longe de ontem, do que possamos pensar. Estamos diante de outro espaço/tempo, portanto nova face do universo.
Outras oportunidades surgem, janelas e portas se abrem,novas pessoas se apresentam para nos ajudar, enfim, o universo está sempre disposto a colaborar conosco, quando pensamos e agimos positivamente.
Saibamos dirigir e digerir bem nossos problemas, para que eles se tornem soluções de nossas novas realidades. Eles são os tranpolins e as molas porpulsoras para o nosso desenvolvimento, para as nossas novas alianças e próximas conquistas.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
LEVIATÃ MONSTRUOSO OU BESTA APOCALÍPTICA QUE DEVORA O ECOSSISTEMA/ BIOSFERA
Comparo o Brasil como um galho que cai em um redemoinho e ali fica rodando infinitamente sem tomar o curso do rio. Nosso país desde sua invasão portuguesa é devassado pela extração, extinção, exploração da natureza e do ser local.
Os invasores primordiais tinham a propriedade da terra em forma alodial e plena(livres de fóruns, vínculos, pensões e ônus). D.João III, em 1534, dividiu o Brasil tordesilhiano em 15 enormes faixas de terras, as capitanias hereditárias, com carta de doação, carta foral, com o donatário na figura de um semi-deus, para exercer a "guerra justa" contra os índios, escravizando-os e matando-os. Anteriormente, os indígenas iam a mando português destruindo a mata de pau brasil (madeira de aprox.10 a 15m de altura por 1m de diâmetro), devastando toda a costa atlântica, em troca do comércio de escambo, em carater predatório. Hoje, é comum multinacionais ganharem imensas faixas de terras, para estabelecerem indústrias, com isenção de impostos e também expulsão do homem, do pássaro, do sapo, da biosfera, etc.
Iniciaram com as capitanias o ciclo da cana de açúcar que avançava quilômetros de mata adentro e mortandade indígena. O primeiro século da invasão devastou 10 mil quilômetros quadrados da mata atlântica e derrubou aproximadamente 6 milhões de árovres. Depois vieram cinco séculos de fogo sobre a terra, a popular queimada. Se há cinzas sobre as quais deveríamos derramar nossas lágrimas, seria sobre as cinzas da mata atlântica que se misturaram com as cinzas das civilizações indígenas e dos escravos africanos mortos. O monopólio comercial da metrópole portuguesa de mãos dadas com a Companhia de Jesus, conseguiu assentar o início do sistema capitalista brasileiro. No começo, a Igreja instalou também o Tribunal da Santa Inquisição na Bahia, Pernambuco, Pará e sul da colônia, matando milhares de cristãos novos (judeus convertidos ao cristianismo, como meio de conservar-se vivo). A produção açucareira trouxe o escravo africano para derramar suor e sangue sobre o solo. Monocultura e escravidão, este era a lógica do sistema. É interessante registrar que a população indígena já praticava uma agricultura familiar (mandioca, milho, tubérculos, frutas, etc). O escravo tinha o domingo para cuidar de sua própria agricultura familiar. Alguns senhores de engenho davam um dia a mais. A população colonial vivia em baixíssimo nivel de nutrição. Os senhores de engenho tinham o poder de compra de todas as suas necessidades vitais. Predominava o latifúnido, propriedade monocultora, escravocrata, exportadora ou melhor plantation. Depois chegou a era das entradas e bandeiras, massacrando os índios interioranos, recapturando escravos fugitivos(quilombolas) (sertanismo de contrato), devastando a natureza em busca de pedras e metais preciosos (bandeirismo prospector). Destruindo imensas terras interioranas e iniciando a implantação das grandes fazendas de gados.
O ciclo do ouro, embora tenha construido cidades e estradas e contribuido para a expansão de nosso território (indo além do Tratado de Tordesilhas), ergueu núcleos habitacionais à beira dos rios, despejando todos os dejetos sobre eles, além de destruir suas margens e cabeceiras. Todas as cidades brasileiras foram erguidas da mesma forma.
Todos os ciclos econômicos brasileiros, seja da extração do pau brasil, das madeiras de lei, do açúcar, do ouro, da mandioca, do cacau, da borracha, do café, do eucalípto, da instalação das indústrias, continuou com a mesma ética e ótica capitalista mercantilista e exploratória colonial: destruição total da natureza, expulsão do homem de sua agricultura familiar, instalação das grandes propriedades, latifúndios, monocultura, escravidão e exportação. Agora chegou a era do pré-sal. Espero que não seja a época da destruição de nossas mares, dos peixes, dos manguezais, das praias, e do envio de royalters para as mãos dos capitalistas estrangeiros (a metrópole moderna que apenas mudou de eixo).
O capitalismo selvagem brasileiro conseguiu inverter a história do homem sobre o planeta e driblar a harmonia natural do meio ambiente. No início, nas eras paleolíticas e neolíticas, os homens viviam em bandos e eram coletores e caçadores, sendo seu único inimigo a fera que rondava em sua volta. Hoje, no Brasil, ele está no paleolítico/neolítico, continua um coletor/caçador pré-programado para as colheitas das grandes plantations, chegando em cima de caminhões, esqueléticos, desnutridos, destroçados, terceirizados, para um dia fatal neolítico/paleolítico. Depois voltam para o inchaço das periferias das cidades, para se naufragarem no alcoolismo e desilusão. Atenderam à produção agrotoxicada, inseticidada, transgenizada e desumanizada. A fera, o capitalismo selvagem, este terrivel Leviatã, esta besta apocalíptica que devora tudo por fora e por dentro, inclusive o ecossistema, a própria biosfera, controla mecanicamente e midiamente, enquanto a população fica deitada eternamente num berço de ouro, de ouro não, de ingenuidade e alienação. Ah! Perdoem-me, é de ouro sim. O ouro fica com eles.
Os invasores primordiais tinham a propriedade da terra em forma alodial e plena(livres de fóruns, vínculos, pensões e ônus). D.João III, em 1534, dividiu o Brasil tordesilhiano em 15 enormes faixas de terras, as capitanias hereditárias, com carta de doação, carta foral, com o donatário na figura de um semi-deus, para exercer a "guerra justa" contra os índios, escravizando-os e matando-os. Anteriormente, os indígenas iam a mando português destruindo a mata de pau brasil (madeira de aprox.10 a 15m de altura por 1m de diâmetro), devastando toda a costa atlântica, em troca do comércio de escambo, em carater predatório. Hoje, é comum multinacionais ganharem imensas faixas de terras, para estabelecerem indústrias, com isenção de impostos e também expulsão do homem, do pássaro, do sapo, da biosfera, etc.
Iniciaram com as capitanias o ciclo da cana de açúcar que avançava quilômetros de mata adentro e mortandade indígena. O primeiro século da invasão devastou 10 mil quilômetros quadrados da mata atlântica e derrubou aproximadamente 6 milhões de árovres. Depois vieram cinco séculos de fogo sobre a terra, a popular queimada. Se há cinzas sobre as quais deveríamos derramar nossas lágrimas, seria sobre as cinzas da mata atlântica que se misturaram com as cinzas das civilizações indígenas e dos escravos africanos mortos. O monopólio comercial da metrópole portuguesa de mãos dadas com a Companhia de Jesus, conseguiu assentar o início do sistema capitalista brasileiro. No começo, a Igreja instalou também o Tribunal da Santa Inquisição na Bahia, Pernambuco, Pará e sul da colônia, matando milhares de cristãos novos (judeus convertidos ao cristianismo, como meio de conservar-se vivo). A produção açucareira trouxe o escravo africano para derramar suor e sangue sobre o solo. Monocultura e escravidão, este era a lógica do sistema. É interessante registrar que a população indígena já praticava uma agricultura familiar (mandioca, milho, tubérculos, frutas, etc). O escravo tinha o domingo para cuidar de sua própria agricultura familiar. Alguns senhores de engenho davam um dia a mais. A população colonial vivia em baixíssimo nivel de nutrição. Os senhores de engenho tinham o poder de compra de todas as suas necessidades vitais. Predominava o latifúnido, propriedade monocultora, escravocrata, exportadora ou melhor plantation. Depois chegou a era das entradas e bandeiras, massacrando os índios interioranos, recapturando escravos fugitivos(quilombolas) (sertanismo de contrato), devastando a natureza em busca de pedras e metais preciosos (bandeirismo prospector). Destruindo imensas terras interioranas e iniciando a implantação das grandes fazendas de gados.
O ciclo do ouro, embora tenha construido cidades e estradas e contribuido para a expansão de nosso território (indo além do Tratado de Tordesilhas), ergueu núcleos habitacionais à beira dos rios, despejando todos os dejetos sobre eles, além de destruir suas margens e cabeceiras. Todas as cidades brasileiras foram erguidas da mesma forma.
Todos os ciclos econômicos brasileiros, seja da extração do pau brasil, das madeiras de lei, do açúcar, do ouro, da mandioca, do cacau, da borracha, do café, do eucalípto, da instalação das indústrias, continuou com a mesma ética e ótica capitalista mercantilista e exploratória colonial: destruição total da natureza, expulsão do homem de sua agricultura familiar, instalação das grandes propriedades, latifúndios, monocultura, escravidão e exportação. Agora chegou a era do pré-sal. Espero que não seja a época da destruição de nossas mares, dos peixes, dos manguezais, das praias, e do envio de royalters para as mãos dos capitalistas estrangeiros (a metrópole moderna que apenas mudou de eixo).
O capitalismo selvagem brasileiro conseguiu inverter a história do homem sobre o planeta e driblar a harmonia natural do meio ambiente. No início, nas eras paleolíticas e neolíticas, os homens viviam em bandos e eram coletores e caçadores, sendo seu único inimigo a fera que rondava em sua volta. Hoje, no Brasil, ele está no paleolítico/neolítico, continua um coletor/caçador pré-programado para as colheitas das grandes plantations, chegando em cima de caminhões, esqueléticos, desnutridos, destroçados, terceirizados, para um dia fatal neolítico/paleolítico. Depois voltam para o inchaço das periferias das cidades, para se naufragarem no alcoolismo e desilusão. Atenderam à produção agrotoxicada, inseticidada, transgenizada e desumanizada. A fera, o capitalismo selvagem, este terrivel Leviatã, esta besta apocalíptica que devora tudo por fora e por dentro, inclusive o ecossistema, a própria biosfera, controla mecanicamente e midiamente, enquanto a população fica deitada eternamente num berço de ouro, de ouro não, de ingenuidade e alienação. Ah! Perdoem-me, é de ouro sim. O ouro fica com eles.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
SENDO
Se ser fosse ter, não haveria nenhuma passagem neste planeta. Nem da semente pro fruto, nem do fruto pro arvoredo e nem deste para a consequência de outra semente. Não haveria outro dia, para que houvesse outro dia. Outro céu com outras nuvens para que houvesse mais brilho no olhar. Não haveria movimento. Somente há o ser. Quem está no ser, não se prende no ter. O ser é. Foi assim que o Eterno falou para Moisés: EU SOU.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
ONDE ESTÁ O REAL SENTIDO SOCIAL?
Vivemos numa época de abundância. Há de tudo. A eletrônica, a informática, a tecnologia em geral, então criou quase tudo para abastecer a curiosidade humana.
Há vários modelos de carros, barcos, sapatos, vestidos, roupas em geral, jóias, alimentos, lazer, mas por outro lado quem realmente pode usufruí-los?
Veja como esta pergunta nos deixa em suspense. Pior ainda, a mídia incita com todas as suas alteridades possíveis que o cidadão use e use. O bombardeiamento diário, a oferta abusiva, a rapidez com que se muda o modelo de carro, as marcas, os designs de tudo, deixa o indivíduo atônito. Não há mais indivíduo, o que ficou em seu lugar é o consumidor. Um ser humano mais veroz para adquirir meios de consumo do que um roedor quando está em fase de crescimento de seus dentes.
Como somente uma parte mínima da população, a parte que detém os poderes, tem condições de acesso a toda esta panafernália consumista, a outra parte fica psicologicamente disorientada. Entre vários fatores declaramos: baixa estima social, assalto, violência, etc. Importa aqui informar que a verdadeira violência social é a violência do sistema nacional sobre o cidadão civil e o que chamamos de violência, são desajustes psicosociais em grnde parte provocada pela violência do sistema.
Vivemos uma época de facilidades. Tudo se tornou instantâneo. Não só o macarrão, o feijão, o café, o pão da manhã, a polenta, a pizza, mas também a comunicação. Mas com isto perdemos o nosso lado lúdico. Distanciamos da qualidade real da natureza, dos grãos, das sementes, dos pólens, do trabalho manual, do fazer ligado ao prazer de ver feito. Do encontro amistoso. Encontramos a inércia e junto com ela o pânico.
Vivemos em uma época tecnológica. As máquinas fazem por nós. Por elas perdemos nossos empregos. Elas fazem os principais trabalhos e para nós sobra a terceirização dos mesmos. Não podemos mais ter a magnitude de ver nosso trabalho surgir de nossas mãos, de nosso ser, de nossa expontaneidade. Ao visitar uma das maiores empresas de plantação de mamão, fiquei horrorizado. Não há trabalhadores. O sistema de irrigação é importado de Israel e feito eletrônicamente, calculando quantas gotas cada pé deve receber por minuto. Os homens só aparecem para a colheita do mamão. Surgem como figuras de filme apocalíptico em cima de caminhões, como diaristas e comendo marmitas azedas. Depois voltam para as periferias, a maior parte para beber, provocar confusões, em outras palavras retribuir inconscientemente a violência que recebem do maldito capitalismo nacional, que os expulsou da terra, onde plantavam feijão, arroz, abóbora, mandioca, mamão, abacate, laranja, produtos estes que estão todos ensacolados em pó nos supermercados, porque nossa sociedade hoje é instantânea.
Como o robot e o cidadão desumanizado está fazendo tudo, fica mais fácil produzir de tudo, em países onde não existe uma autêntica organização de leis trabalhistas. Com isto a indústria nacional cai a zero, o governo se descontrola e tenta através do Banco Central controlar artificialmente e mecânicamente o país com o jogo das moedas. A tecnologia avançada também provoca desemprego, pois a maior parte dos trabalhos executados por engenheiros, arquitetos, projetistas, consultas de mercado, produtos de consumo em geral, etc. podem ser feitas em quaisquer países asiáticos que cobram por estes mesmos serviços um preço com 60% de diferença, porque entraram dos pés à cabeça na era industrial recentemente, mas com uma ética social medieval.
Desta forma a frustação social chega aos limites dos engenheiros, médicos, tecnólogos de ponta, etc.
Isto sem contar que para produzir mais, tem que adubar quimicamente mais, pulverizar mais, transgenizar mais, expulsar mais o homem do seu locus agrário e social.
Onde está o real sentido social?
Há vários modelos de carros, barcos, sapatos, vestidos, roupas em geral, jóias, alimentos, lazer, mas por outro lado quem realmente pode usufruí-los?
Veja como esta pergunta nos deixa em suspense. Pior ainda, a mídia incita com todas as suas alteridades possíveis que o cidadão use e use. O bombardeiamento diário, a oferta abusiva, a rapidez com que se muda o modelo de carro, as marcas, os designs de tudo, deixa o indivíduo atônito. Não há mais indivíduo, o que ficou em seu lugar é o consumidor. Um ser humano mais veroz para adquirir meios de consumo do que um roedor quando está em fase de crescimento de seus dentes.
Como somente uma parte mínima da população, a parte que detém os poderes, tem condições de acesso a toda esta panafernália consumista, a outra parte fica psicologicamente disorientada. Entre vários fatores declaramos: baixa estima social, assalto, violência, etc. Importa aqui informar que a verdadeira violência social é a violência do sistema nacional sobre o cidadão civil e o que chamamos de violência, são desajustes psicosociais em grnde parte provocada pela violência do sistema.
Vivemos uma época de facilidades. Tudo se tornou instantâneo. Não só o macarrão, o feijão, o café, o pão da manhã, a polenta, a pizza, mas também a comunicação. Mas com isto perdemos o nosso lado lúdico. Distanciamos da qualidade real da natureza, dos grãos, das sementes, dos pólens, do trabalho manual, do fazer ligado ao prazer de ver feito. Do encontro amistoso. Encontramos a inércia e junto com ela o pânico.
Vivemos em uma época tecnológica. As máquinas fazem por nós. Por elas perdemos nossos empregos. Elas fazem os principais trabalhos e para nós sobra a terceirização dos mesmos. Não podemos mais ter a magnitude de ver nosso trabalho surgir de nossas mãos, de nosso ser, de nossa expontaneidade. Ao visitar uma das maiores empresas de plantação de mamão, fiquei horrorizado. Não há trabalhadores. O sistema de irrigação é importado de Israel e feito eletrônicamente, calculando quantas gotas cada pé deve receber por minuto. Os homens só aparecem para a colheita do mamão. Surgem como figuras de filme apocalíptico em cima de caminhões, como diaristas e comendo marmitas azedas. Depois voltam para as periferias, a maior parte para beber, provocar confusões, em outras palavras retribuir inconscientemente a violência que recebem do maldito capitalismo nacional, que os expulsou da terra, onde plantavam feijão, arroz, abóbora, mandioca, mamão, abacate, laranja, produtos estes que estão todos ensacolados em pó nos supermercados, porque nossa sociedade hoje é instantânea.
Como o robot e o cidadão desumanizado está fazendo tudo, fica mais fácil produzir de tudo, em países onde não existe uma autêntica organização de leis trabalhistas. Com isto a indústria nacional cai a zero, o governo se descontrola e tenta através do Banco Central controlar artificialmente e mecânicamente o país com o jogo das moedas. A tecnologia avançada também provoca desemprego, pois a maior parte dos trabalhos executados por engenheiros, arquitetos, projetistas, consultas de mercado, produtos de consumo em geral, etc. podem ser feitas em quaisquer países asiáticos que cobram por estes mesmos serviços um preço com 60% de diferença, porque entraram dos pés à cabeça na era industrial recentemente, mas com uma ética social medieval.
Desta forma a frustação social chega aos limites dos engenheiros, médicos, tecnólogos de ponta, etc.
Isto sem contar que para produzir mais, tem que adubar quimicamente mais, pulverizar mais, transgenizar mais, expulsar mais o homem do seu locus agrário e social.
Onde está o real sentido social?
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
QUE MUNDO É ESTE?
Vivemos numa época denominada de global, porém uma observação mais criteriosa, crítica e cirúrgica, leva-nos a identificá-la como reducionista e simplicista. O psiquismo se reduz ao neurologismo. O corpo se submete em toda a sua magnitude à plasticidade. A cura terapêutica se perde na rapidez imediata, no sucesso do dia seguinte após uma introjeção pseudo-psicanalítica. A longa conversa, escavadora e arqueológica do inconsciente, substituiram-na por cursos de curto período ministrados por profissionais de formação relâmpaga, ou enganosa.
Desta forma, os problemas pessoais se refugiam em outros meandros intra-psíquicos, provocando danos imediatamente imperceptíveis, porém desastrosos ao longo da vida.
Vivemos a era do vazio, da varredura narcisística através da mídia, da inversão de valores e do virtual soterrando o real, expondo a aparência de uma mente plena, porém, sem sentidos.
Quando se anula ou se ausenta a função materna/paterna que é a construção ideal da consciência, cava-se um fosso, onde se enterra viva toda a possibilidade humana.
Construimos sim, numa sociedade sem sentido, um ser humano dentro de uma cultura não simbólica e frágil. Família sem elos, sem histórias para contar, sem os contos míticos familiares, sem paisagem de passado, permanência de presente e transcendência de futuro.
Era do consumo, do vazio, da magreza light, da violência social ignorada e da violência disseminada para um campo mundanizado.
O uso indiscriminado da televisão e da mídia em geral, abole o momento mágico de onde brota toda a fonte do pensar, do sentir, do intuir, do criar, do reproduzir.
Esta situação conduz ao erotismo, ao voyerismo, ao canibalismo cultural, ao mundanismo do sagrado, do mítico, do religioso, do humanismo; originando pessoas apáticas, frágeis, frígidas, sem significado e sem cosmovivência.
A instantaneidade não só na terapia, como na alimentação, no ir e vir, no lazer, nas compras, nas trocas sociais, implode o crescimento do ser, mina suas concepções de sociedade, de universo, de humanidade, tornando-o um robot pelas vicissitudes de uma época abstrata do real.
O contato com o outro e com a natureza é o verdadeiro amálgama da transformação humana e quando ele se distancia da práxis vivendus, um vírus destrutivo contamina o tecido humano e social, o que leva à marginalização de muitos, à angústia, ao pânico e à solidão.
Hoje, mais do que nunca, torna-se urgente a presença de filósofos terapêuticos que sejam porta vozes proféticas da salvaguarda noética deste mundo cataclístico que nos antepara e que engana a humanidade, levando-a por uma vereda, que termina numa encruzilhada surgida na ausência do sentido de ser e de viver.
Desta forma, os problemas pessoais se refugiam em outros meandros intra-psíquicos, provocando danos imediatamente imperceptíveis, porém desastrosos ao longo da vida.
Vivemos a era do vazio, da varredura narcisística através da mídia, da inversão de valores e do virtual soterrando o real, expondo a aparência de uma mente plena, porém, sem sentidos.
Quando se anula ou se ausenta a função materna/paterna que é a construção ideal da consciência, cava-se um fosso, onde se enterra viva toda a possibilidade humana.
Construimos sim, numa sociedade sem sentido, um ser humano dentro de uma cultura não simbólica e frágil. Família sem elos, sem histórias para contar, sem os contos míticos familiares, sem paisagem de passado, permanência de presente e transcendência de futuro.
Era do consumo, do vazio, da magreza light, da violência social ignorada e da violência disseminada para um campo mundanizado.
O uso indiscriminado da televisão e da mídia em geral, abole o momento mágico de onde brota toda a fonte do pensar, do sentir, do intuir, do criar, do reproduzir.
Esta situação conduz ao erotismo, ao voyerismo, ao canibalismo cultural, ao mundanismo do sagrado, do mítico, do religioso, do humanismo; originando pessoas apáticas, frágeis, frígidas, sem significado e sem cosmovivência.
A instantaneidade não só na terapia, como na alimentação, no ir e vir, no lazer, nas compras, nas trocas sociais, implode o crescimento do ser, mina suas concepções de sociedade, de universo, de humanidade, tornando-o um robot pelas vicissitudes de uma época abstrata do real.
O contato com o outro e com a natureza é o verdadeiro amálgama da transformação humana e quando ele se distancia da práxis vivendus, um vírus destrutivo contamina o tecido humano e social, o que leva à marginalização de muitos, à angústia, ao pânico e à solidão.
Hoje, mais do que nunca, torna-se urgente a presença de filósofos terapêuticos que sejam porta vozes proféticas da salvaguarda noética deste mundo cataclístico que nos antepara e que engana a humanidade, levando-a por uma vereda, que termina numa encruzilhada surgida na ausência do sentido de ser e de viver.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
VOCÊS SÃO 10 ! FELIZ 2011 - RETOMADA DE CONSCIÊNCIA
Eu prometo em 2011, ser 10:
10 em olhar com bons olhos ao meu próximo, porque ele é meu irmão;
10 em ouvir com bons ouvidos as mais belas canções, porque elas fazem bem à alma;
10 em falar palavras boas, porque a palavra tem poder;
10 em continuar usando meus braços para um aperto de mão, para abraçar ao que sofre e para nunca dar adeus;
10 em usar minhas pernas para continuar a caminhar no bom caminho;
10 por inalar o perfume das flores, porque é a essência maior da natureza;
10 por trabalhar para o bem supremo da humanidade, porque a ela pertenço;
10 por fazer o que gosto, porque escrever foi o dom que Deus me deu;
10 por saber que minha janela se abre ao mundo e que as outras janelas também se abrem para o mundo;
10 para todos vocês, porque vocês são 10!
10 em olhar com bons olhos ao meu próximo, porque ele é meu irmão;
10 em ouvir com bons ouvidos as mais belas canções, porque elas fazem bem à alma;
10 em falar palavras boas, porque a palavra tem poder;
10 em continuar usando meus braços para um aperto de mão, para abraçar ao que sofre e para nunca dar adeus;
10 em usar minhas pernas para continuar a caminhar no bom caminho;
10 por inalar o perfume das flores, porque é a essência maior da natureza;
10 por trabalhar para o bem supremo da humanidade, porque a ela pertenço;
10 por fazer o que gosto, porque escrever foi o dom que Deus me deu;
10 por saber que minha janela se abre ao mundo e que as outras janelas também se abrem para o mundo;
10 para todos vocês, porque vocês são 10!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
VIVA A MÚSICA
Alguém me perguntou qual a razão que me faz gostar tanto de música. A minha resposta foi rápida: PORQUE TUDO É MÚSICA! EM MAIOR OU MENOR GRAU, TUDO É MÚSICA!
Bem que diziam nossos antigos irmãos de Essen: EM TUDO HÁ MÚSICA. O universo é um teclado cósmico. A variedade de coisas está conforme a sinfonia tocada. Até uma pedra é uma nota musical. As diferentes pedras são variedades desta nota. Cada reino da natureza é uma partitura. As diferenças são as intercombinações das notas musicais. Quando destruimos uma parte da natureza, destroçamos um grupo da orquestra. Porém, o maestro continua a reger sem parar.
Cuidado com quem não gosta de música. Com certeza ele está desconforme com a natureza. Quando você quiser conhecer as pessoas, coloque músicas para elas ouvirem e perceberá pela qualidade delas, como suas almas estão afinadas ou não.
Você conhece uma geração pela música que ela ouve. Por aí, pode-se prever o futuro de uma Nação.
TUDO É MÚSICA. QUANTO MAIS BELA, MAIS PERFEITA, MAIS SINFÔNICA FOR, MAIS VOCÊ ESTARÁ PERTO DO REGENTE UNIVERSAL.
Bem que diziam nossos antigos irmãos de Essen: EM TUDO HÁ MÚSICA. O universo é um teclado cósmico. A variedade de coisas está conforme a sinfonia tocada. Até uma pedra é uma nota musical. As diferentes pedras são variedades desta nota. Cada reino da natureza é uma partitura. As diferenças são as intercombinações das notas musicais. Quando destruimos uma parte da natureza, destroçamos um grupo da orquestra. Porém, o maestro continua a reger sem parar.
Cuidado com quem não gosta de música. Com certeza ele está desconforme com a natureza. Quando você quiser conhecer as pessoas, coloque músicas para elas ouvirem e perceberá pela qualidade delas, como suas almas estão afinadas ou não.
Você conhece uma geração pela música que ela ouve. Por aí, pode-se prever o futuro de uma Nação.
TUDO É MÚSICA. QUANTO MAIS BELA, MAIS PERFEITA, MAIS SINFÔNICA FOR, MAIS VOCÊ ESTARÁ PERTO DO REGENTE UNIVERSAL.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
A PRIMAZIA DA RAZÃO SOBRE A RAZÃO PURA TEÓRICA - KANT X - ÚLTIMO ARTIGO
Com este último artigo, fechamos o trabalho sobre Kant e você tem em suas mãos um compêndio que lhe dá condições de entender o pensamento desta grande mente filosófica da humanidade. Lembro que é um resumo homeopático de uma obra vastíssima e de dezenas de anos do trabalho intelectual de Kant, mas que leva à compreensão de um pensador que não é fácil de ser compreendido pela simples leitura de seus livros.
Justapondo a lei moral de um lado e a vontade pura do outro lado, estamos diante da autonomia ou heteronomia da vontade. Os princípios da moralidade que se ajustam aos conteúdos empíricos da ação, embasados nas éticas, mandamentos, castigos, penas, recompensas, etc. são heterônimos. A lei puramente formal que não se origina em conteúdos empíricos, mas que tem seu privilégio no lugar da consciência é autônoma. Este é o lugar psicológico, o reino da moral, o porquê da conduta moral, a voz da consciência. Kant: "age de tal maneira que o motivo, o princípio que te leva a agir, possas tu querer que seja uma lei universal".
Das condições da ciência extraimos as condições do conhecimento e das condições da lei moral as nossas condições de agir. As condições do conhecimento dependem do espaço/tempo/categorias, etc. em prol dos fenômenos internos, mas as condições do agir não dependem exclusivamente disto. Aí está a grande genialidade kantiana. É o mundo das realidades supra sensíveis, inteligíveis, em outra dimensão da consciência, num lugar incognoscível, tendo nosso eu duas formas: um eu conhecendo a natureza e um eu supra sensivel, na dimensão da consciência moral.
Neste momento penso uma coisa: não é em vão que criaram a Bioética! Dá para entender cientistas fazendo adubos químicos, armas nucleares, cientistas submetidos à indústria farmacêutica que te repara um fígado ao mesmo tempo que te arruina os rins, etc.? Este é o postulado da liberdade quando o homem não se rende ao mundo sensivel e reina no mundo supra sensivel, que é o lugar psicológico da consciência moral.
Quando você escapa do mundo das formas, do sensivel, do tempo, do espaço, das categorias, das causas e efeitos, das idéias do princípio e fim, do corpóreo versus anímico, você entra no reino da imortalidade do mundo supra sensivel da consciência psicológica moral. Isto é o que Kant chama de santidade. Não deixa de ser uma crença inabalavel na imortalidade da alma.
Com a liberdade moral, com a imortalidade, extinguindo o abismo que há entre o ideal e a realidade compreendemos a Deus. O mundo fenomênico de causas e efeitos que se afunda na tragédia humana da maldade e da injustiça se equipara ao distanciamento de Deus. A supra sintese que pretende reunir em nós o ideal ao real é a idéia de Deus. A razão prática nos conduz às verdades da metafísica. A razão teórica está a serviço da razão prática, sendo um trâmite entre o mundo fenomênico e o lugar psicológico da moral, uma passagem do mundo fenomênico ao mundo essencial supra sensivel das almas, do universo e de Deus.
Justapondo a lei moral de um lado e a vontade pura do outro lado, estamos diante da autonomia ou heteronomia da vontade. Os princípios da moralidade que se ajustam aos conteúdos empíricos da ação, embasados nas éticas, mandamentos, castigos, penas, recompensas, etc. são heterônimos. A lei puramente formal que não se origina em conteúdos empíricos, mas que tem seu privilégio no lugar da consciência é autônoma. Este é o lugar psicológico, o reino da moral, o porquê da conduta moral, a voz da consciência. Kant: "age de tal maneira que o motivo, o princípio que te leva a agir, possas tu querer que seja uma lei universal".
Das condições da ciência extraimos as condições do conhecimento e das condições da lei moral as nossas condições de agir. As condições do conhecimento dependem do espaço/tempo/categorias, etc. em prol dos fenômenos internos, mas as condições do agir não dependem exclusivamente disto. Aí está a grande genialidade kantiana. É o mundo das realidades supra sensíveis, inteligíveis, em outra dimensão da consciência, num lugar incognoscível, tendo nosso eu duas formas: um eu conhecendo a natureza e um eu supra sensivel, na dimensão da consciência moral.
Neste momento penso uma coisa: não é em vão que criaram a Bioética! Dá para entender cientistas fazendo adubos químicos, armas nucleares, cientistas submetidos à indústria farmacêutica que te repara um fígado ao mesmo tempo que te arruina os rins, etc.? Este é o postulado da liberdade quando o homem não se rende ao mundo sensivel e reina no mundo supra sensivel, que é o lugar psicológico da consciência moral.
Quando você escapa do mundo das formas, do sensivel, do tempo, do espaço, das categorias, das causas e efeitos, das idéias do princípio e fim, do corpóreo versus anímico, você entra no reino da imortalidade do mundo supra sensivel da consciência psicológica moral. Isto é o que Kant chama de santidade. Não deixa de ser uma crença inabalavel na imortalidade da alma.
Com a liberdade moral, com a imortalidade, extinguindo o abismo que há entre o ideal e a realidade compreendemos a Deus. O mundo fenomênico de causas e efeitos que se afunda na tragédia humana da maldade e da injustiça se equipara ao distanciamento de Deus. A supra sintese que pretende reunir em nós o ideal ao real é a idéia de Deus. A razão prática nos conduz às verdades da metafísica. A razão teórica está a serviço da razão prática, sendo um trâmite entre o mundo fenomênico e o lugar psicológico da moral, uma passagem do mundo fenomênico ao mundo essencial supra sensivel das almas, do universo e de Deus.
KANT / IX - IMPERATIVOS HIPOTÉTICOS E IMPERATIVOS CATEGÓRICOS.
Se falei em boa vontade, então existe a má vontade? Em que consistem estas vontades? Todo ato voluntário se apresenta à razão em forma de imperativo. Isto tem que ser feito, não é certo fazer aquilo, cuidado com esta ação, todas estas reflexões surgem na consciência em forma de imperativos: hipotéticos ou absolutos. A lógica formal do imperativo hipotético o submete a uma condição:"se queres aprender esta matéria, estude muito." Ele não é absoluto, não é incondicional, porque já diz "se queres", assim como outros imperativos hipotéticos.
Mas examinemos agora os mandamentos morais: "honra teu pai e tua mãe", "ame tua terra natal", "não matarás", "não furtarás", etc. Eles são categóricos, pois a imperatividade não requer nenhuma condição. Eles nascem dentro da própria vontade humana. Pertencem ao campo da moralidade e não da legalidade. Nem tudo que está dentro da lei, ou da legalidade, também está dentro da moralidade. O que você faz de acordo com a lei é porque você se ajusta a ela. Vou aqui dar um exemplo muito prático. Em 1885 era legal(dentro da lei), aqui no Brasil você possuir escravos. Mas não era moral. A partir de 13 de maio de 1888, com a Lei da Alforria(Lei Áurea) era ilegal você ter escravos. E nunca será moral ter escravos. Imagine você, quantas leis temos por aí que são legais e não são morais. Quer saber de uma? A Lei do Salário Mínimo! Você sabe quanto ganha um vereador, um deputado, um senador que não protesta contra esta lei? Mas isto é outra história, não é? Então vamos continuar com Kant, conforme propomos.
Um ato que você faz porque quer ter recompensa ou evita um castigo, não está assentado na lei moral. É um imperativo hipotético, não é um imperativo categórico. O imperativo categórico ouve a voz da consciência. A sua vontade só é pura, moral e terá validez, se ouvir esta voz e refletí-la em suas ações.
Em fórmula lógica diremos: toda ação tem uma matéria (aquilo que você faz ou omite) e uma forma (o porquê se faz ou porquê se omite). Uma ação será pura e moral não só pela grandeza do conteúdo, mas pela voz da consciência em torno do dever.
A famosa fórmula kantiana do imperativo categórico ou da lei moral/ universal é esta: "age de maneira que possas querer que o motivo que te levou a agir, seja uma lei universal".
Vou dar um exemplo muito simples, embora existem milhares de outros: você tem um amigo nas últimas no hospital. Hoje é domingo e joga flamengo e vasco. Você é flamenguista doente. Seu amigo quer se despedir de você. Ele é doente terminal. Ou você faz sua vontade humana de assistir ao jogo, ou você vai pela lei moral/universal. Uma coisa é ser hipotético, outra coisa é ser categórico.
Categoricamente falando eu sei que você iria. E não iria contra a sua vontade, pois seria hipotético!
Mas examinemos agora os mandamentos morais: "honra teu pai e tua mãe", "ame tua terra natal", "não matarás", "não furtarás", etc. Eles são categóricos, pois a imperatividade não requer nenhuma condição. Eles nascem dentro da própria vontade humana. Pertencem ao campo da moralidade e não da legalidade. Nem tudo que está dentro da lei, ou da legalidade, também está dentro da moralidade. O que você faz de acordo com a lei é porque você se ajusta a ela. Vou aqui dar um exemplo muito prático. Em 1885 era legal(dentro da lei), aqui no Brasil você possuir escravos. Mas não era moral. A partir de 13 de maio de 1888, com a Lei da Alforria(Lei Áurea) era ilegal você ter escravos. E nunca será moral ter escravos. Imagine você, quantas leis temos por aí que são legais e não são morais. Quer saber de uma? A Lei do Salário Mínimo! Você sabe quanto ganha um vereador, um deputado, um senador que não protesta contra esta lei? Mas isto é outra história, não é? Então vamos continuar com Kant, conforme propomos.
Um ato que você faz porque quer ter recompensa ou evita um castigo, não está assentado na lei moral. É um imperativo hipotético, não é um imperativo categórico. O imperativo categórico ouve a voz da consciência. A sua vontade só é pura, moral e terá validez, se ouvir esta voz e refletí-la em suas ações.
Em fórmula lógica diremos: toda ação tem uma matéria (aquilo que você faz ou omite) e uma forma (o porquê se faz ou porquê se omite). Uma ação será pura e moral não só pela grandeza do conteúdo, mas pela voz da consciência em torno do dever.
A famosa fórmula kantiana do imperativo categórico ou da lei moral/ universal é esta: "age de maneira que possas querer que o motivo que te levou a agir, seja uma lei universal".
Vou dar um exemplo muito simples, embora existem milhares de outros: você tem um amigo nas últimas no hospital. Hoje é domingo e joga flamengo e vasco. Você é flamenguista doente. Seu amigo quer se despedir de você. Ele é doente terminal. Ou você faz sua vontade humana de assistir ao jogo, ou você vai pela lei moral/universal. Uma coisa é ser hipotético, outra coisa é ser categórico.
Categoricamente falando eu sei que você iria. E não iria contra a sua vontade, pois seria hipotético!
sábado, 23 de outubro de 2010
RAZÃO PRÁTICA OU CONSCIÊNCIA MORAL (nous practikós) DE KANT. kant VIII
Se Kant vê a metafísica impossivel como conhecimento científico, teorético, especulativo, não quer dizer que não haja outra via para chegar a estes conhecimentos metafísicos. Se estes caminhos não seriam os do conhecimento teorético-científico, quais seriam então? Se nós pensarmos que o imenso campo de atividades humanas não é apenas o campo do conhecimento, já daremos abertura para isto. Nós estudamos, corremos, brincamos, construimos, instituimos sistemas políticos, religiosos, etc. somos múltiplos em nossas ações. Nós temos uma consciência moral que tem alicerces tão fortes como os do conhecimento. Temos juizos morais tão válidos como os juizos lógicos do conhecimento. Para Kant nós temos a razão prática que é a consciência moral uma forma de se chegar ao conhecimento da metafísica, com a razão aplicada à ação, à prática, à moral. Assim temos os qualificativos morais: bom, mau, moral, imoral, meritório, pecaminoso, etc. Estes qualificativos que aplicamos às coisas não são inerentes em si das coisas. As coisas não são boas nem más. Só o homem pode ser bom ou mau, então estes qualificativos vem do homem mesmo e são formas através das quais analisa as coisas, são estruturas internas humanas. A vontade humana é quem faz a distinção do que é bom ou mau. Continuaremos em próximos artigos.
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